Desenvolvedor abandona o gás e obtém lucro em casas totalmente elétricas

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Um promotor do Novo México, John Moscato, tomou uma decisão empresarial surpreendente: eliminar as ligações de gás natural dos seus novos projectos habitacionais. Este não é um impulso ambiental; é uma estratégia de redução de custos que está se mostrando lucrativa.

A mudança para longe do gás

A empresa de Moscato, que opera em Las Cruces, Novo México, parou de instalar linhas de gás em 2020 para novas construções no empreendimento Metro Verde de 2.200 acres. Embora as casas existentes na área ainda utilizem gás, os 4.000 lotes restantes serão totalmente elétricos. Isso significa que não há conexões de gás para aquecimento, água quente ou cozimento.

Por que a mudança?

A decisão não foi motivada por preocupações ambientais, embora esteja alinhada com as tendências crescentes na construção sustentável. Moscato afirmou que a remoção da infraestrutura de gás economiza para sua empresa cerca de 3.000 dólares por lote e acelera a construção. Os tempos de construção mais rápidos levam a retornos de investimento mais rápidos.

Um residente, Storm Bear Williams, mudou-se recentemente para uma casa totalmente elétrica em Metro Verde. Ele já usa fogão de indução, carros elétricos e planeja instalar painéis solares. A ausência de linhas de gás não é uma desvantagem; é um recurso que ele aprecia.

Realidade empresarial em estado de gás

O Novo México é um grande produtor de petróleo e gás, com cerca de 60% das famílias dependendo do gás natural para aquecimento. Apesar disso, Moscato vê a abordagem totalmente elétrica como uma vitória financeira. Ele está tão confiante no modelo que sua empresa está inaugurando outra comunidade totalmente elétrica em Las Cruces ainda este ano.

“Se tivéssemos feito isso antes, teria sido melhor”, disse Moscato. “Mas agora que estamos desenvolvendo dessa forma, estamos muito satisfeitos.”

A medida demonstra que, mesmo em estados produtores de energia, as forças de mercado e a eficiência de custos podem afastar os promotores das infra-estruturas tradicionais de combustíveis fósseis. A tendência levanta questões sobre o futuro do gás nas novas construções, mesmo em regiões onde continua dominante.

A decisão destaca uma abordagem pragmática ao desenvolvimento, onde as margens de lucro muitas vezes superam as práticas industriais estabelecidas. Sugere que a redução de custos e a racionalização da construção podem ser incentivos mais eficazes do que os mandatos ambientais para abandonar o gás natural.