Como todas as rádios da Índia salvaram a música clássica

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A história da sobrevivência da música clássica indiana não envolve apenas talento. É sobre um microfone.

Em meados do século 20, as ondas radiofônicas eram o único jogo na cidade. Entre na Rádio All India. A emissora não tocava apenas discos. Preservou ativamente a forma de arte.

A virada ocorreu em 1954.

O Ministro da Informação e Radiodifusão Balakrishna Vishwanath Keskar pressionou por uma plataforma dedicada. O resultado foi o Akashvani Sangeet Sammelan.

Esta não foi uma transmissão de rádio. Era um evento musical anual. Tornou-se um santuário para a elite do gênero.

Quem apareceu?

Os pesos pesados. Ravi Shankar subiu ao palco. Bismillah Khan tocou seu shehnai. Ahmed Jan Thirakwa trouxe seu domínio da tabla.

“Ofereceu uma plataforma para músicos eminentes.”

Antes disso, esses artistas muitas vezes lutavam por visibilidade. A rádio deu-lhes alcance nacional. O Sammelan deu-lhes prestígio.

O impacto foi imediato. A música clássica passou de círculos de nicho para uma consciência dominante. Os ouvintes de toda a Índia puderam ouvir as nuances de uma raga que nunca veriam tocada ao vivo.

A visão de Keskar era simples, mas eficaz. Usar o poder dos meios de comunicação do Estado para proteger o património cultural.

Hoje transmitimos tudo. Mas naquela época, esse sinal era tudo. Manteve viva a tradição quando poucos se importavam em ouvir.

O Sammelan estabeleceu um padrão. Provou que a música clássica não estava morrendo. Estava apenas esperando a frequência certa.