Como os brinquedos antigos geraram franquias de bilhões de dólares

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Os brinquedos costumavam ser coisas humildes. Um pedaço de pau. Um bloco esculpido. Algo que você encontrou no quintal ou na despensa. Há um século, um brinquedo era apenas um brinquedo. Não precisava de um orçamento de marketing. Não precisava de um contrato de filme. O objetivo era simples: diversão.

Avançando até hoje, isso mudou completamente. Os brinquedos são a vela de ignição para enormes impérios de entretenimento. Eles dirigem programas de TV. Eles financiam filmes de grande sucesso. Eles geram filas intermináveis ​​de mercadorias. Não se trata mais do plástico na sua mão. É sobre o IP anexado a ele.

Algumas das maiores marcas da história começaram com vendas modestas e pequenos riscos. Estas não são apenas histórias sobre a venda de plástico. São modelos de como uma ideia simples se torna um fenômeno global. Veja como cinco brinquedos específicos passaram de prateleiras a gigantes culturais.

10: Meu Pequeno Pônei

A Hasbro não inventou o pônei. A Mattel fez. As primeiras versões chegaram ao mercado na década de 1980. As vendas foram modestas no início. Em 1983, eles arrecadaram US$ 25 milhões. Respeitável. Mas ainda não é um império.

A mudança aconteceu em 1984. A Mattel lançou o primeiro especial animado. As vendas triplicaram durante a noite. US$ 85 milhões. O impulso não parou por aí. Em 1985, as vendas anuais de brinquedos chegavam a US$ 100 milhões. A verdadeira explosão veio em 1986 com a série animada. Cavalos em tons pastéis voaram das prateleiras. Até o final da década, mais de 150 milhões de unidades foram vendidas.

A franquia sobreviveu a muitos avivamentos. Mas encontrou seu verdadeiro auge com o lançamento de My Little Pony: Friendship is Magic em 2010. Os adultos voltaram ao redil. Novos fãs aderiram. O apelo atravessou gerações.

Em 2013, havia mais de 200 produtos licenciados. Amizade é Mágica tornou-se um dos maiores ganhadores da Hasbro. O sucesso foi tão grande que um filme teatral foi programado para 2017. Passou de uma linha de brinquedos de nicho para uma marca global que ainda chama a atenção.

9: Remendo de repolho para crianças

Xavier Roberts tinha apenas 21 anos quando começou. Um estudante. Um artista. Começou a vender bonecos feitos à mão em feiras de artesanato no final da década de 1970. Ele os chamou de Pequenos.

O conceito era diferente. Personalizado. Cada boneca tinha sua própria certidão de nascimento. Roberts acabou transferindo as operações para o Babyland General Hospital em Cleveland, Geórgia. Os bonecos chamaram a atenção da Coleco. A produção em massa começou.

O resultado foi o caos. Cabbage Patch Kids se tornou o brinquedo mais quente do planeta. As épocas natalinas eram marcadas por brigas em lojas de brinquedos. Os pais brigaram por causa da última boneca. Foi um fenômeno cultural impulsionado pela escassez e pela emoção.

A Coleco vendeu mais de 3 milhões de unidades em 1983. Em 1985, as vendas anuais ultrapassaram US$ 600 milhões. Esse é um número impressionante para meados dos anos 80.

A demanda finalmente esfriou. Mas a marca não morreu. Adaptou-se. Em 2014, as vendas ainda atingiam US$ 50 milhões por ano. Você ainda pode visitar o Babyland General Hospital para ver uma boneca “nascer”. O legado daquele estudante de 21 anos permanece intacto.

8: G.I. Joe

Hasbro apresentou G.I. Joe em 1964. Era um boneco de ação de 12 polegadas. Realista. Com tema militar. Em 1966, a linha representava dois terços dos lucros da empresa. Foi a espinha dorsal do sucesso da Hasbro.

O interesse diminuiu. As vendas caíram. A Hasbro desligou no final dos anos 1970. A linha estava morta.

Depois veio o início dos anos 80. O cenário dos brinquedos havia mudado. Os bonecos de ação de Star Wars dominavam as lojas. Eles eram menores. Plástico rígido. Colecionável. A Hasbro viu a oportunidade.

Eles trouxeram G.I. Joe de volta. Menor. Plástico mais duro. Mais barato de produzir. Mas desta vez, eles não venderam apenas brinquedos. Eles venderam um mundo. Uma série de desenhos animados foi lançada simultaneamente. O show impulsionou as vendas. As vendas financiaram o show. Foi um ciclo de feedback que funcionou perfeitamente.

G.I. Joe está em produção contínua há mais de 30 anos. A franquia se expandiu além do plástico. Em 2009, o primeiro filme arrecadou mais de US$ 300 milhões em todo o mundo. A sequência de 2013 arrecadou outros US$ 375 milhões. Começou como uma boneca. Terminou como um império da mídia.

O padrão é claro. Os brinquedos não são mais apenas objetos. Eles são o ponto de entrada. O resto do dinheiro vem do que acontece depois que você compra a caixa.

De cartões comemorativos a bilhões: o fenômeno dos Ursinhos Carinhosos

É fácil esquecer que os Ursinhos Carinhosos não começaram como um império global de brinquedos. Eles começaram como uma solução para um problema específico: como fazer com que os cartões comemorativos se destacassem no início dos anos 80. A American Greetings projetou os personagens especificamente para produtos de papel. Somente em 1982 a empresa percebeu que esses peluches felpudos com o coração estampado tinham espaço no mercado de brinquedos.

O resultado foi explosivo. O lançamento de apenas 10 ursinhos de pelúcia chegou às lojas e cativou imediatamente as crianças. Os números financeiros são surpreendentes. Em cinco anos, as vendas no varejo da linha Care Bears ultrapassaram US$ 2 bilhões. Isso não é um erro de digitação. O longa-metragem de animação de 1985 e a série de TV subsequente não apoiaram apenas a marca; eles o sobrecarregaram. Em 1987, mais de 40 mil milhões de ursos tinham saído das prateleiras das lojas. A franquia manteve sua relevância por mais de três décadas, um feito raro no cenário em constante mudança dos brinquedos.

Hot Wheels: Domínio Diecast desde 1968

A Mattel entrou na briga em 1968 com Hot Wheels. Na época, a Matchbox detinha a coroa dos carros fundidos em miniatura. A Mattel não apenas competiu; eles destronaram o titular. Hot Wheels foi um sucesso instantâneo, aproveitando o fator legal e a velocidade para capturar a imaginação de uma geração.

Uma série animada de 1969 manteve o ritmo, mas foram os próprios brinquedos que impulsionaram os números. Ao longo de quatro décadas, a Mattel vendeu mais de 4 bilhões de carros. O impacto cultural vai além do playground. Os colecionadores veem esses ícones de metal como ativos importantes, com conjuntos raros comandando preços acima de US$ 1 milhão. A longevidade da marca chegou até a Hollywood. Em 2013, a Legendary Pictures contratou o diretor Simon Crane para desenvolver um filme de ação ao vivo, provando que o IP ainda tem força para ser traduzido para a tela grande.

Teenage Mutant Ninja Turtles: de quadrinhos independentes a uma franquia de bilhões de dólares

A história de origem das Tartarugas Ninja (TMNT) é pura coincidência de quadrinhos. Dois fãs criaram a primeira edição em 1983. Eles esperavam uma corrida para um nicho. Eles não esperavam dar à luz um rolo compressor de brinquedo. As rápidas vendas dos quadrinhos chamaram a atenção da Playmates Toys.

Playmates lançou uma minissérie em cinco partes em 1987. Funcionou. As tartarugas amantes de pizza eram fáceis de vender. Bonecos de ação seguiram rapidamente. Ao longo de quatro anos, a Playmates arrecadou mais de US$ 1 bilhão em vendas de brinquedos para tartarugas. Eles lançaram mais de 400 bonecos de ação diferentes somente na década seguinte. O desenho animado se expandiu para uma série completa que durou até 1996, consolidando os personagens na tradição da cultura pop.

As adaptações cinematográficas fizeram o trabalho pesado para as novas gerações. O filme de ação ao vivo de 1990 arrecadou US$ 200 milhões. A reinicialização de 2014 arrecadou quase US$ 100 milhões em seu fim de semana de estreia. Cada época trouxe novos olhos para a franquia. Os brinquedos seguiram o exemplo. As tartarugas ainda estão na carapaça e os números das vendas provam que ainda atraem multidões.

4:Lego

Ole Kirk Christiansen começou como um humilde carpinteiro. Ele se arriscou na década de 1940 ao comprar um kit de moldagem por injeção de plástico. Ninguém previu isso. Ninguém imaginava que sua pequena loja acabaria por competir com gigantes como Mattel e Hasbro. A estrada não era tranquila. A empresa quase faliu na década de 1990. Mas eles sobreviveram. E então eles explodiram.

Em 2013, a Lego faturou US$ 4,6 bilhões em vendas de brinquedos. Esse número é impressionante. Não se tratava apenas de tijolos de plástico. Um filme de animação de 2014 arrecadou US$ 69 milhões somente no fim de semana de estreia. As famílias estão migrando para meia dúzia de parques temáticos Lego em todo o mundo. Eles querem construir seus próprios mundos. O simples bloco tornou-se um império global.

3: Monstro Alto

Normalmente, o filme chega primeiro. A linha de brinquedos segue. Você vê isso com os bonecos do Mickey Mouse. Você vê isso com o enorme aumento de mercadorias * Frozen * após o sucesso da Disney em 2013. A Mattel decidiu mudar o roteiro em 2010 com Monster High. Eles fizeram os brinquedos primeiro. Então eles construíram a série de TV em torno deles. Foi uma aposta enorme. Não havia nenhum IP existente para se apoiar.

As bonecas – uma mistura estranha e maravilhosa da estética Bratz e dos monstros clássicos da Universal – se tornaram o presente obrigatório no Natal de 2010. O risco valeu a pena. Em 2013, a marca gerava mais de US$ 500 milhões em vendas anuais. Webisodes e especiais de TV consolidaram a marca. Eles transformaram uma linha de brinquedos em uma franquia de primeira linha em apenas alguns anos.

2: Transformadores

A Hasbro não criou Transformers do zero. Eles compraram os direitos de uma linha de robôs japoneses em 1984. Os brinquedos eram obscuros antes desse acordo. A Hasbro então abandonou uma série de quadrinhos e um programa de animação para impulsionar as vendas. O show foi um sucesso. Durou até 1987. Fez dos “robôs disfarçados” o brinquedo definidor dos anos 80.

A franquia dormiu um pouco. Então Michael Bay acordou em 2007. O filme live-action foi lançado nos cinemas no mesmo ano. As vendas de brinquedos saltaram para US$ 482 milhões instantaneamente. Mais sequências se seguiram. Cada um veio com sua própria linha de produtos. O quarto filme, A Era da Extinção, atingiu a marca de mil milhões de dólares a nível mundial em 2014. Este é um grande retorno do investimento para um conceito de brinquedo com 30 anos de idade.

1:Barbie

Ruth Handler apresentou a Barbie em 1959. Ela parecia simples. Uma modelo adolescente em um biquíni preto e branco. Nada sofisticado. Mas o lado comercial era afiado. Na década de 1960, o nome Barbie foi licenciado para mais de 100 empresas. Não era apenas uma boneca; era um ecossistema de marca.

Agora, mais de 50 anos depois, a Barbie é intocável. Abrange mais de 45 categorias de produtos. Roupas. Jogos de vídeo. Lojas de marca. Ela ocupa o primeiro lugar em marcas de bonecas em todo o mundo. Uma Barbie é vendida a cada três segundos em algum lugar da Terra. Em 2014, a marca faturou US$ 3 bilhões. A Sony estava até em negociações para um filme live-action. O ícone de plástico não mostra sinais de desaceleração.