Bill Freeman teve a ideia em 1985. Ainda bem que a tecnologia era muito primitiva para construí-la naquela época.
Ele era engenheiro elétrico na Polarroad, não um artista têxtil. Ele viu um anúncio na Scientific American. O Innovative Design Fund estava distribuindo US$ 10.000. Ele abriu um zíper que não fechava uma jaqueta. Construiu estruturas. Um fixador de três lados. O material flexível e macio entra, o objeto 3D rígido sai.
O júri odiou. Eles queriam roupas melhores, não equipamentos arquitetônicos.
Freeman não desistiu. Ele construiu um protótipo em sua garagem. Dentes de madeira. Tiras de plástico. Um mecanismo deslizante puxava três lados em um tubo triangular. Ele patenteou isso. Ele guardou. Ele esperou.
Demorou quase quatro décadas para o resto do mundo recuperar o atraso.
Do pó de garagem à bancada de laboratório
Os pesquisadores do MIT precisavam de uma maneira de fazer com que os objetos mudassem de rigidez sob comando. Os métodos atuais são desajeitados. Difícil de reverter. Bagunçado. Encontraram a patente de Freeman nos arquivos.
Digite CSAIL. Eles combinaram a ideia antiga com ferramentas modernas. Um novo software de design. Capacidades de impressão 3D. O resultado é o “zíper em Y”.
“Freeman idealizou algo mais dinâmico do que apenas fechar uma jaqueta. Seu mecanismo transforma itens complexos”, diz Jiaji Li.
O software é simples. Os usuários escolhem uma forma. Direto? Dobrado? Torcido? O programa imprime a tira plástica correspondente de três lados. Você fecha. O objeto trava no lugar. Descompacte-o. Fica mole novamente.
É rápido. A montagem da barraca geralmente leva seis minutos de luta com os postes. O zíper em Y fez isso em um minuto e 20 segundos. Apenas feche.
Mais do que apenas um fixador
Pense nas aplicações. Não se trata apenas de equipamento de acampamento.
Os moldes médicos são desconfortáveis. Um zíper em Y enrolado no pulso permite que o paciente o solte para dormir ou realizar atividades. Suporte rígido à noite, flexibilidade durante o dia.
Os robôs precisam se mover de maneira diferente em terrenos diferentes. Muito alto para uma caverna? Muito baixo para um riacho? Adicione um motor ao zíper. Altere o comprimento da perna. Pressione um botão. O robô se adapta.
Instalações artísticas podem florescer. Um motor estacionário abre uma flor de plástico. Parece vivo, mesmo que seja apenas plástico e motores.
Forte o suficiente para ser importante
As ideias são baratas. A durabilidade não é.
A equipe testou o Y-zip. Eles compararam o ácido polilático (PLA) com o poliuretano termoplástico (TPU). O PLA suporta cargas pesadas. TPU dobra mais facilmente. Nenhum dos dois quebrou facilmente.
Eles operaram uma máquina contra isso. Abrir. Fechar. Repita.
Ele falhou após 18.000 ciclos.
Isso parece baixo até você lembrar que o zíper de uma bolsa barata falha após cinquenta puxadas. A estrutura elástica distribui a tensão uniformemente. Isso dura.
Guanyun Wang, da Universidade de Zhejiang, chamou-o de “brilhante”. Ele observou que isso preenche a lacuna entre a matéria mole e as estruturas rígidas. Faz sentido agora.
Freeman ainda pode ter o protótipo de madeira naquela garagem. A equipe do MIT imprime os de plástico. O princípio não mudou em 40 anos. Apenas a capacidade cresceu.
Usamos zíperes para armários. Agora juntamos naves espaciais. Ou abrigos após desastres. Ou robôs que rastejam pelos desfiladeiros.
Imagine o que mais Freeman pensava naquela época. Imagine o que está em um escritório de patentes, esperando por uma impressora 3D que ainda não foi inventada.
Ele provavelmente está assistindo. Esperando que acertemos as ferramentas desta vez.
