Blue Ponds, Green River: uma visão estranha de Utah vista do espaço

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Azul brilhante. Verde escuro. Eles não se misturam exatamente na natureza. Mas visto do espaço, o sudeste de Utah parece que alguém derramou tinta num mapa.

A foto mostra “lagoas de potássio” azuis brilhantes bem próximas às curvas sinuosas e verde-escuras do Rio Colorado. É chocante. E deliberado.

A Alquimia da Cor

Estas não são piscinas naturais. São lagoas de evaporação solar. Aproximadamente 13 quilômetros a sudoeste de Moabe. Nas profundezas do planalto do Colorado, aquela extensão rochosa elevada que cobre partes de Utah, Arizona, Novo México e Colorado.

Existem 23 deles. Duas grandes estruturas com 400 acres de processamento industrial. Eles produzem cloreto de potássio. Ou potássio. O material é extraído logo abaixo dos lagos nesta vista e bombeado com água fervente para criar salmoura rica em minerais. Esse líquido então viaja para essas piscinas rasas.

Aqui está o truque. Os trabalhadores adicionam corante azul escuro. Faz com que a água absorva mais sol. Acelera a evaporação. Mas a tinta também evapora. À medida que a água diminui, o azul desaparece. Segue branco. Então bronzeado. O que resta é cristal de potássio seco. Minúsculo, marrom, útil.

“As cores distintas significam que estão em estágios diferentes.”

Por que se preocupar? O potássio alimenta as colheitas. É o principal ingrediente do fertilizante. Mas também vai para remédios, cimento, extintores de incêndio e até cerveja. Quem diria que a cerveja precisava de minas de sal?

O próprio nome “potassa” é um retrocesso. Os agricultores pré-industriais misturavam cinzas de madeira com água, ferviam-nas em panelas e evaporavam-nas. “Cinza de maconha.” Quando descobriram que o potássio era o ingrediente mágico interno, mantiveram o nome. Ainda estamos presos a isso.

O Custo do Brilho

A mineração sempre cobra seu preço. Destruição de habitats. Barulho. Potassa é uma bagunça. Isso deixa para trás resíduos. Cloreto de sódio. Argila. Grandes volumes disso.

Essa lama salgada é empilhada em montes ou despejada em bacias de rejeitos. Às vezes, a chuva leva embora. Um artigo de 2017 observou que esse escoamento entra em cursos de água próximos. Pode destruir comunidades biológicas. Provoque a proliferação de algas prejudiciais. Coisas bagunçadas.

Isso afeta o Rio Colorado? Nós realmente não sabemos. Ainda.

A Mancha Verde

O rio próximo não se importa com a nossa ignorância. É o sexto maior rio dos EUA. Estende-se por 1.450 milhas das Montanhas Rochosas do Colorado até o México. Ele esculpiu o Grand Canyon. Esse é um bom truque.

Mas aqui parece verde. Por que? Sedimento. Muito disso, suspenso no fluxo. Pela mesma razão, seu afluente, o Rio Verde, tem a mesma tonalidade. É água suja. Água suja e essencial.

As lagoas azuis ficam quietas. O rio segue em frente. Não dá para saber quem vai ganhar, mas o cenário já foi alterado.

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